As únicas coisas que ficam entre uma pessoa e o que ela deseja na vida é seu DESEJO DE TENTAR e a fé em ACREDITAR QUE SEJA POSSÍVEL. -- Rich Devos
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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Pensamento do Dia


"Os ricos não trabalham por dinheiro... ricos são suficientemente inteligentes para saber que a moeda vale cada vez menos."
--Robert T. Kiyosaki  

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O Negócio Do Século XXI

Uma boa notícia é a disponibilização da versão em português deste excelente livro de Robert Kiyosaki. Aqui está o meu artigo com análise do livro http://supere-se.blogspot.com/2010/05/edicao-de-junho-do-jornal-loucos-por_31.html

Recomendo a leitura e seu uso como ferramenta de trabalho junto com o Cadernos de Marketing anunciado aqui no blog.

domingo, 27 de março de 2011

"Emburrecimento" Mundial Planejado

Publicado no Jornal Loucos Por Marketing


Se você é destas pessoas que adora viver atrás da TV assistindo ao Big Brother ou assistindo novela, este artigo não vai lhe agradar, ainda que seja escrito pela minha  preocupação com você.  Vamos tratar do sistema educacional e de que forma ele serve à elite dominante, mas para isso precisamos rever alguns conceitos importantes.

Durante a Era Agrária que durou 3000 anos,  o modelo econômico era constituído essencialmente na produção agrícola, ainda que alguma atividade manufatureira existisse, como confecção de roupas, calçados, armamento e transporte.  O principal capital era as terras, pois delas advinham o sistema produtivo.  Onde a produção era expressiva, o modelo consistia no senhor das terras (geralmente um nobre ou com algum título) e a mão de obra empregada  era predominantemente escrava.  Por definição, escravidão é a prática social onde um indivíduo assume a propriedade sobre o outro. Ainda que muitos pensem assim nas suas relações afetivas, não é deste tipo de relação que estaremos abordando.  Para obter a mão de obra escrava, o dono das terras precisava comprá-la, pagando antecipadamente por ela. Esta mão de obra representava o segundo capital mais importante. Este capital precisava ser alimentado, abrigado, guardado, reproduzido e disciplinado (educado). Os métodos de disciplina utilizados nos remetem a lembrar dos duros castigos por açoite, usados principalmente  como exemplo aos demais escravos. 


 Não era lógico que o dono do escravo quisesse sua morte, pois isto seria o mesmo que queimar o capital, mas era este o sistema de educação do trabalho escravo. No âmbito da manufatura, a educação ocorria pelos “mestres do ofício” que tinham os aprendizes (geralmente descendentes) disciplinados de forma oral e também se valiam dos escravos para as tarefas mais pesadas.  A educação letrada era destinada à elite governante. Ela era detentora do saber que consistia nas disciplinas científicas (matemática, fisiologia, astrologia), nas ciências humanas e sociais (filosofia, antropologia,  letras, política,  diplomacia e guerra) e artísticas. Note uma aplicação sutil da palavra disciplina entre os modelos educacionais acima.  Esta elite era educada, sobretudo, a ter o pensamento filosófico. Filosofia era uma das disciplinas mais importantes, pois permitia a compreensão do papel do indivíduo na sociedade e o motivo de sua existência.

O fim da escravidão coincide com o início da Era Industrial. Isto não é uma coincidência apenas, mas fruto de um processo bem planejado. Ainda que a atividade industrial brasileira ocorreu defasada da Europa, os fatores que levaram ao fim da escravidão foram meramente econômicos. À medida que os escravos fugiam e se organizavam (quilombos), atacavam as fazendas que tinham escravos, causando danos à produção e tornando-a um perigo aos donos das terras. Supomos que a organização dos quilombos foi fomentada por um poderoso grupo desejoso por mudanças, ainda que não existam evidências históricas disso.  Como medida para acelerar a redução da mão de obra escrava, a Inglaterra, principal potência econômica e precursora da industrialização, forçou Portugal e o Brasil (império) a interromper o tráfico dos escravos. No Brasil, a Lei Eusébio de Queiroz (1850) selou esta proibição, ainda que o tráfico continuou por algum tempo na forma de contrabando.  Com isso, a mão de obra escrava passou a ficar mais escassa e mais cara ainda. Em paralelo, com a chegada dos imigrantes, a mão de obra paga passou a ser uma alternativa mais viável, pois era mais barata para a agricultura, já que o capital empregado na mão de obra era pelo serviço prestado,  sem os demais custos que a mão de obra escrava ocasionava.

A mudança da mão de obra escrava para assalariada foi para viabilizar o novo modelo econômico. O processo industrial demandou mão de obra disciplinada a desempenhar funções específicas, paga por salário e que por si só se tornaria uma força de consumo dos bens produzidos. Aqui está a chave de tudo isto e merece a sua reflexão.


Otto Von Bismark (1815 – 1898) foi Primeiro-Ministro do Reino da Prússia. Unificou a Alemanha e tornou-se o Primeiro Chanceler do Império Alemão.

Desde Otto Von Bismarck, a Revolução Industrial precisou criar uma nova mentalidade nas pessoas para que o sistema produtivo pudesse funcionar. Sem uma nova ordem social, o modelo empregador x empregado não teria sucesso. Com isso, todo o sistema educacional foi cuidadosamente planejado a fim de que o ambiente tornasse natural o desejo pelo aprendizado escolar e seguir seu conjunto de regras e valores. A proposta era estudar vinte anos, trabalhar quarenta anos e viver aposentado por mais vinte anos. O sistema de ensino passou a ser desenhado para viabilizar a formação de uma mão de obra qualificada que permitisse o processo industrial crescer. Habilidades artísticas perderiam a importância e valor, mas as habilidades de produção é que seriam incentivadas. O pensamento filosófico era algo indesejável, pois o estudante aprenderia  como trabalhar, focado em ter (um bom emprego, um bom carro, uma boa casa, boas roupas, etc) ao invés de ser (independente, consciente, participativo, livre). As famílias passam a incentivar seus filhos a estudar e a obterem qualificações, pois o sistema desenhado compensaria aos mais letrados os melhores salários.

John Davison Rockefeller Nixon (1839-1937)
Iniciou sua fortuna fornecendo suprimentos aos soldados na Guerra Civil americana. Seus negócios prosperaram ainda mais quando ele entrou no mundo do petróleo fundando a Standard Oil que detinha 90% da produção americana no século passado. Hoje sua família detém 87% dos poços de petróleo.

J. D. Rockefeller foi patriarca de uma das maiores fortunas do mundo, com participação expressiva no Chase Manhattan Bank (hoje J.P. Morgan Chase), através do instituto que fundou nos EUA, NEA - Associação Nacional de Educação, foi o principal continuista desta idéia que visou preparar o mundo para o domínio da elite detentora do capital produtivo. O conceito em que se baseia este princípio é muito simples. Educa-se a população a pensar de uma forma homogênea, mantendo as crianças longe dos pais durante o horário escolar, onde lá os valores e hábitos são moldados. Os laços familiares são reduzidos, a capacidade de pensar sobre a própria existência e o pensamento filosófico é reduzido, para não dizer eliminado. O propósito da educação é mudar pensamentos, sentimentos e ações no estudante.  Estadistas poderosos, como Hitler, Stalin e Mao-Tsé Tung utilizaram-se  desta modelagem para poder implantar seus planos de Estado. 

Como ter uma população complacente que não se oponha ao regime de poder, se ela não for condicionada a pensar de forma coletiva (conformista)?

As habilidades que são desenvolvidas e incentivadas estão relacionadas com as habilidades técnicas para geração da mão de obra produtiva apenas. O fundamental é estar “ajustado” a um comportamento desejado. Um comportamento de massas, previsível e desejado. O estudante passa a ser parte deste grupo e se sente confortável com isso, pois este é o padrão de normalidade.  Ter boas notas nas disciplinas que já foram meticulosamente selecionadas dá direito a recompensas. O sistema vai premiar o bom comportamento, induzir a discriminação e denúncia de quem não está ajustado a este sistema. Segundo John Taylor Gatto, autor de “Armas de Destruição em Massa” e “Subterrâneo da História da Educação Americana”, “a escola é uma forma de adoção onde você entrega seu filho aos cuidados de estranhos. Você aceita uma promessa implícita de que o Estado, e seus agentes, sabem melhor como criar seus filhos e educá-los do que você, seus vizinhos, seus avós ou suas tradições locais fariam. E que seus filhos ficariam melhor por esta adoção, de forma que quando eles voltam para casa (e a maioria não quer voltar), seus pais são uma forma de estranhos amigáveis. Por que não estranhos? Nas horas chaves do crescimento daquela criança, são estranhos que cuidaram da criança. Agora observe as crianças, estranhos amigáveis, que são você e eu. Independente de nossa boa vontade, nossos talentos individuais ou inteligência, nos sobra tão pouco tempo com nossos filhos diariamente que é impossível conhecermos informações vitais suficientes a respeito de um filho em particular, para moldar uma série de exercícios para este filho. Então o que fazemos é aceitar. E se não aceitarmos, somos despedidos ou chantageados. Aceitamos as prescrições do Estado que estão escritas em manuais para fazer isto ou aquilo. Depois, a forma que o Estado verifica se você está seguindo direitinho a dieta é fazendo provas periódicas. Se seus filhos não forem bem nas provas, não significa que eles sejam burros ou qualquer outra coisa.  Significa que eles não foram obedientes às regras do Estado. Daí a criança é destacada do sistema e transferida para um tratamento especial, carimbadas para serem excluídas da sociedade responsável; excluídas de universidades que lhes dariam acesso a estudos de qualidade que lhes dariam licença para obter empregos que pagam mais”.

 Um jovem que preferisse estudar música e deixasse de estudar matemática e física não iria passar de ano, consequentemente seria um “excluído”. Para ter acesso ao ensino musical de qualidade numa universidade, teria que se ajustar ao sistema.

O pensamento de Gatto sobre o que a escola representa às crianças pode ser resumido em:

- Ela confunde a criança. Ela representa um compêndio de informações que a criança precisa memorizar para permanecer na escola. Exceto pelas provas, é muito parecido com a TV, preenchendo quase todo o tempo livre da criança. Alguém ouve e vê algo, apenas para esquecer novamente.
- Ela ensina a aceitar a afiliação à classe.
- Ela a torna indiferente.
- Ela a torna emocionalmente dependente.
- Ela ensina um tipo de autoconfiança que requer constante confirmação por especialistas (autoestima provisória).
- Ela deixa claro que não dá para se esconder, pois elas estão sempre sendo supervisionadas.

“Eu não quero uma nação de pensadores. Eu quero uma nação de trabalhadores”. – J. D. Rockefeller

Por isso, reflita sobre o que acontece ao nosso redor e decida que papel você quer exercer na sociedade. Nossa atividade é a contra-mão deste sistema afrontoso.  Ao promover o marketing de rede, você está promovendo mais do que uma oportunidade de negócios, você está promovendo uma oportunidade de expansão do pensamento para um despertar de consciência. 

Não dê seu sangue, nem ame as empresas. Ame as pessoas. Apaixone-se por idéias. Goste dos seus produtos, mas quanto às empresas... dê lealdade a elas, enquanto elas são leais aos seus interesses pessoais.

Em 1999, no auge da minha carreira executiva eu despertei para algo. Após todo o meu esforço para chegar ao topo da escada numa grande multinacional, percebi que algo estava muito errado. Ainda que estivesse "vencendo a corrida dos ratos, eu era um rato".  Sem mesmo ler o livro "Pai Rico Pai Pobre" do Robert Kiyosaki, decidi romper com o sistema e me presenteei com um ano de férias. Neste período eu fui em busca de respostas às minhas perguntas. Nelas estavam incluídas: O que é felicidade? Quem sou eu?  O que é este mundo em que vivemos? Para que vim a este mundo?  Como quero ser lembrado quando morrer e como quero lembrar da minha vida ao morrer? Como viver com liberdade? entre outras.

Através de artigos como este, meu trabalho no marketing de rede, palestras, livros sendo escritos e pelo meu blog Supere-se, procuro despertar e exercitar a consciência das pessoas sob o ponto de vista humano e filosófico. Penso que este é o caminho lógico para que possamos exercer nossa plenitude de pensamento, desligando-nos de programações “pré-inputadas” por um sistema tendencioso e claramente corrompido, permitindo assumirmos posições do nosso interesse pelos nossos valores e escolhas, e não pelo interesse de uma força dominante escravagista contemporânea com sua agenda própria.

No próximo artigo, tratarei da Era da Informação e as relações de trabalho, bem como os desafios educacionais para manutenção do sistema vigente.

“Emburrecimento” Global Mundial Planejado – Parte 2 – Na Era da Informação

No artigo anterior revemos fatos históricos sobre como ocorreu a transição da mão de obra  escrava para a assalariada, bem como qual foi o propósito do modelo educacional existente como suporte fundamental ao sucesso deste processo de transição.

Neste artigo analizaremos a transição da Era Industrial para a Era da Informação, de como a mão de obra está sendo afetada e os desafios educacionais para o suporte ao modelo econômico neste novo ambiente tecnológico.

As máquinas e métodos possibilitaram aumento da produção pela redução de custos e eficência da capacidade produtiva. Esta mecanização afetou tanto o setor agrícola quanto o setor industrial. Isto gerou inúmeros postos de trabalhos e, ao mesmo tempo, um novo mercado consumidor formado por esta mesma mão de obra produtiva assalariada. À medida que a mecanização sofisticou, tarefas braçais foram progressivamente substituídas por máquinas. Os sensores elétrico-eletrônicos viabilizaram os primeiros controles automáticos no funcionamento destas máquinas, gerando ainda mais eficiência e capacidade produtiva. Mais produção com mais eficiência é sinônimo de aumento de oferta. Por um princípio econômico, com mais oferta menor é o preço, e isto amplia o acesso ao consumo.

Os primeiros computadores foram construídos a partir de válvulas. Devido ao tamanho e custo, tiveram uso muito restrito e não chegaram ao setor industrial no princípio, pela relação custo x benefício.  Com a invenção do transistor e os circuitos integrados (miniaturização) há um novo salto tecnológico. O computador passa a reduzir de tamanho e custo, criando novas possibilidades de penetração desta tecnologia no setor produtivo. Agora as máquinas ganham mais sofisticação com aumento significativo da qualidade da produção. O barateamento do computador também criou a oportunidade de acesso a ele nos serviços empresariais e pessoais, trazendo grande salto de produtividade à mão de obra intelectual.

Neste ponto temos um impacto de tamanha magnitude que não se percebe plenamente a abrangência de suas consequências. É o início da Era da Informação. Esta artigo trata exatamente disto, com o objetivo de clarear percepções a todos nós imersos neste momento histórico que será facilmente descrito no futuro.

Quando se está no quadro é impossível enxergar a moldura.  Logo, é preciso uma visão externa para que se enxergue o quadro e a moldura

Não quero ter a pretensão de assumir que esta visão que compartilharei é a única possibilidade, já que só o tempo será capaz de descrever o presente. Mas considerando que alguém que esteja (ou esteve) na ponta tecnológica tem maior percepção da aplicabilidade da tecnologia, sinto-me perfeitamente credenciado a descrever o que penso sobre onde estamos e para onde provavelmente iremos, já que ocupei altas posições em grandes corporações na área de tecnologia da informação. Creio que, a partir desta perspectiva, você sentirá a importância do trabalho que exercemos no marketing de rede e seu contexto neste conturbado ambiente de mudanças.

Um dos grandes saltos tecnológicos foi o das telecomunicações. A partir do ponto em que a telefonia viabilizou a transmissão de dados, computadores passaram a se comunicar com outros computadores de forma cada vez mais rápida, ao ponto de chegar em tempo real. Temos aqui o network (rede de trabalho) de computadores e a internet passa a ser a ferramenta mais barata e efetiva de interconectar as diferentes plataformas de tecnologia em diferentes localidades ao redor do globo de forma simultânea, quase instantânea e muito acessível a grande parte de pessoas e praticamente a qualquer empresa. O que parece ser algo muito prático e usual no dia a dia é, por si só, um fenômeno de tal magnitude que faz com que os olhos mais distraídos não notem seu grande impacto no mundo, tal qual o conhecemos e percebemos.

Esta interconectividade é a base da globalização. A interdependência entre países é agora muito intensa, de forma que um problema local é compartilhado pelos meios de comunicação em tempo real e seu impacto passa a ser global. Por exemplo, um acidente aéreo faz com que ações de empresas de seguro e empresas aéreas possam oscilar instantaneamente em todas as bolsas mundiais. Recentemente, a crise imobiliária americana afetou a economia mundial de forma dramática. Grandes instituições bancárias em todo o mundo sofreram abalo e o setor produtivo mundial também foi afetado pelo efeito recessivo causado num único setor, em um único país.

Em meio a este cenário, ao regressar de uma viagem aos EUA em novembro de 2010,  deparei-me com uma máquina de auto-atendimento no aeroporto de Newark que não estava lá três meses antes. Esta máquina foi instalada ao lado do Duty Free pela Best Buy, uma grande cadeia americana de lojas de venda de eletro-eletrônicos. Por ocupar um pequeno espaço e dispensar a figura do vendedor, esta máquina permite uma significativa redução do custo da venda, onde a mão de obra empregada é de apenas um repositor de estoque, sendo as demais funções feitas automaticamente. Esta inovação tecnológica fará sentir seu impacto em breve.  A cadeia de lanchonetes McDonalds representa o primeiro emprego de milhares de pessoas ao redor do mundo. Imagine-se entrar numa lanchonete, sentar-se à mesa que tenha uma tela de computador onde você possa fazer seu pedido, passar o cartão e aguardar a informação para buscar seu pedido no balcão. Quantos postos de trabalho serão eliminados pela utilização de uma tecnologia que hoje é corriqueira?

Outro efeito desta interconectividade é migrar a produção para onde a mão de obra é mais barata. Aqui temos um seríssimo impacto econômico que nos afeta diretamente, mas entrararei em detalhes deste impacto na nossa profissão de marketing de rede mais adiante. Empresas fecham suas fábricas nos países de origem e passam a produzir em países como China, Índia e Paquistão que têm condições de trabalho praticamente escravo, se comparados aos padrões ocidentais. Isto leva ao desemprego em países com escolaridade mais elevada, implicando em profundos impactos na economia destes países. Esta mão de obra só tem duas alternativas de renda: viver às custas do Estado ou partir para o empreendedorismo.

Depender do Estado significa depender do contribuinte, logo significa ter maior carga tributária sobre a produção e sobre a mão de obra empregada, restringindo assim o poder de compra pelo aumento dos custos de produção e redução da capacidade de compra. É uma força desastrosa que se contrapõe à força de diminuição de custos pelo emprego de tecnologia e mão de obra mais barata. Os “baby boomers”, geração formada pela explosão da natalidade após a II Guerra Mundial durante o período de 1946 e 1964, modificaram a economia à medida que cresceram. Eles ingressaram no mercado de trabalho no princípio da formação dos sistemas de previdência social e foram os principais contribuintes. Os sistemas de previdência mundial estão em situação crítica. Mas o verdadeiro impacto está por ser sentido, já que a grande massa dos baby boomers está entrando agora na fase de receber os benefícios de aposentadoria para o qual contribuiram, num cenário onde há grande desemprego e consequente diminuição da manutenção da contribuição previdenciária. Isto significa um colapso previsível em curto espaço de tempo. A única saída será aumentar o tempo de serviço para obtenção do benefício e a própria redução do valor das aposentadorias pagas.  Mas se temos desemprego e migração da mão de obra para onde ela está mais barata, não é lógico supor que a mão de obra que tenha mais idade terá dificuldade de se manter empregada? Sendo assim, é lógico imaginar que esta mão de obra deixará de contribuir para sua própria previdência e se aposentará por idade com proporcionalidade (redução) dos ganhos, agravando ainda mais o problema.

Com o desemprego pela redução dos postos de trabalho surge a opção pelo empreendedorismo. Mas como empreender se a mentalidade criada pelo sistema educacional é de ser empregado numa boa empresa privada ou pública? Tanto jovens que querem ingressar no mercado de trabalho quanto trabalhadores diante do desemprego estão igualados neste entrave. A este grupo receoso e despreparado agregam-se os que temem possíveis mudanças do seu status quo e os insatisfeitos com sua remuneração. Com a competitividade global, as empresas para sobreviver precisam reduzir custos. É neste cenário que temos a atividade de marketing de rede como uma saída para o grupo de pessoas que não aprendeu a ser empresário, não tem os recursos para montar um negócio tradicional, mas que precisa de uma fonte de renda viabilizada pela parceria oferecida pelas empresas de marketing de rede que dividem com distribuidores a verba que até então era destinada a campanhas publicitárias, remuneração e manutenção de equipes de vendas. 

Espera-se um grande fluxo de pessoas que irão buscar esta saída e, como lei de oferta e demanda, muito mais empresas adotarão o marketing de rede como canal de distribuição.

E onde fica o modelo educacional vigente? A manutenção da distração na sala de aula por excesso de conteúdo de ensino que não será retido (cultura inútil) para gerar mão de obra disciplinada a atuar da forma previsível e desejável poderá sofrer um leve revés, à medida que novas famílias criem seus filhos num ambiente empreendedor que o marketing de rede oferece, preenchendo a lacuna que existe dentro da sala de aula. É claro que enquanto houver novela, big brother e outras distrações intensionais, a percepção do que está ocorrendo no mundo será retardada, mas será inevitável. 


Ricardo Guimarães, um ítalo-brasileiro residente no Rio de Janeiro, é um ex-executivo que deixou a vida corporativa de grandes multinacionais para viver a vida com liberdade. Ricardo profissionalizou-se em marketing de rede e seus ensinamentos
apóiam empreendedores em diversas organizações. É líder fundador e membro do conselho da Agel do Brasil. Sua rede
estende-se por 28 países. Ricardo é co-fundador e presidente do GrupoBRIO Marketing e Desenvolvimento Profissional Ltda. 
Mais artigos e vídeos de sua autoria podem ser encontrados em www.Supere-se.com

terça-feira, 1 de março de 2011

Nós Queremos Que Você Fique Rico - por Robert Kiyosaki e Donald Trump

O Brioso André Neto contribuiu enviando o capítulo 27 do livror "Nós Queremos Que Você Fique Rico".  Compartilho com vocês este capítulo que é a resposta à pergunta "Por que você recomenda o Marketing de Rede". Assim como os autores recomendaram o marketing de rede, pelos motivos descritos a seguir, recomendo a vocês este livro dos dois autores.


Por que você recomenda o Marketing de Rede?

A resposta de Robert , quando ouvi falar de marketing de Rede pela primeira vez, eu era contra essa atividade, mas, depois de ampliar meus conhecimentos, comecei a enxergar as vantagens que poucas outras oportunidades de negócio oferecem.

O êxito de longo prazo é um reflexo de sua educação, vivência e caráter. Muitas empresas de Marketing de Rede fornecem treinamento em desenvolvimento pessoal nessa área estratégicas. A maioria das escolas treina indivíduos para o quadrante E (empregado) ou A (Autônomo), e isso é ótimo se esses forem os quadrantes nos quais o indivíduo quer passar o resto da vida. Muitos programas de MBA treinam alunos para empregos que oferecem altos salários no mundo corporativos, o que os colocará no quadrante E, e não no D (donos de grandes empresas com mais de 500 funcionários). E se você estiver no quadrante E ou A e quiser mudar? E se você desejar estar no quadrante D?  Onde você poderá encontrar a oportunidade de obter treinamento nesse quadrante? Eu recomendaria uma empresa de Marketing de Rede.  Recomendo o setor para as pessoas que querem mudar, e sugiro que adquiram as habilidades e atitudes necessárias, fazendo um treinamento para que sejam bem-sucedidas no quadrante D.

Ser empresário e estabelecer uma empresa no quadrante D não é fácil. Na verdade, acredito que esse seja um dos maiores desafios que uma pessoa pode enfrentar. A razão pela qual existe um número maior de indivíduos no quadrante E e A é que esses quadrantes exigem menos que o quadrante D. como dizem: “se fosse fácil, todo mundo faria.”

Pessoalmente, tive de aprender a superar minhas próprias dúvidas, minha timidez e o medo da rejeição e, depois que fracassei, tive de Sacudir a poeira e dar a volta por cima. Existem certas características pessoais que o indivíduo precisa desenvolver se quiser ser bem-sucedido em uma empresa do quadrante D, seja ela do ramo de Marketing de rede, uma franquia ou uma startup.

Uma importante habilidade pessoal necessária a qualquer empresa do quadrante D é a liderança. Você é capaz de superar seus próprios medos e de fazer com que os outros ajam da mesma forma? Essa foi uma habilidade que adquiri na Marinha. Como oficiais superiores, era imperativo que fôssemos capazes de liderar outros em uma batalha, embora todos estivéssemos apavorados.

Conheço muitas pessoas do quadrante A, especialistas ou proprietários de pequenos negócios, que gostariam de expandir sua empresa, mas, simplesmente, não têm habilidade de liderança.  Ninguém está disposto a acatar suas ordens. Ou os funcionários não confiam em seu líder ou o líder não estimula os funcionários a se aperfeiçoarem.

Como já dissemos, a revista Forbes definiu um proprietário de uma grande empresa – Integrante do quadrante D – como um indivíduo que controla uma empresa com mais de 500 funcionários. Essa definição explica que habilidades de liderança são vitais para uma empresa do quadrante D.

Onde você poderia encontrar uma empresa que investisse tempo em sua educação, em seu desenvolvimento pessoal e o incentivasse a ter seu próprio negócio? A resposta é: entre a maioria das empresas de Marketing de Rede.

Conforme já afirmei, estabelecer uma empresa no quadrante D não é uma empreitada fácil, portanto, é preciso perguntar a si mesmo:”será que tenho as características necessárias? Estou disposto a ultrapassar minha zona de conforto? Estou disposto a liderar e a aprender a liderar? Existe dentro de mim uma pessoa muito rica, pronta para sair de casa?” se a resposta for “sim”, comece a procurar por uma empresa  de Marketing de Rede que ofereça excelentes programas de treinamento. Eu me concentraria menos nos produtos ou no plano de remuneração e mais no programa de educação e desenvolvimento pessoal que a empresa proporciona.

Uma empresa de Marketing de Rede encaixa-se no quadrante D porque satisfaz a muitos critérios pelos quais procuro em uma empresa ou investimento. Esses critérios são:
1.       Alavancagem: Posso treinar outras pessoas para trabalharem para mim?
2.       Controle: Sou dono de um sistema protegido?
3.       Criatividade: A empresa permitirá que eu use minha criatividade e desenvolva meu estilo pessoal e meus talentos?
4.       Capacidade de expansão: A empresa poderá crescer indefinitivamente?
5.       Previsibilidade: Minha renda será previsível se eu fizer o que se espera de mim? Se eu for bem-sucedido e continuar a expandir os negócios, minha receita aumentará com meu sucesso e trabalho árduo?


O marketing de rede não é um esquema em forma de pirâmide?

Sempre me perguntam se o marketing de rede é um esquema piramidal. Costumo responder que as corporações são, na verdade, esquemas em forma de pirâmide. Uma corporação tem apenas um indivíduo no topo, em geral o CEO, e todos os outros abaixo dele.

Uma verdadeira empresa de marketing de rede é exatamente o oposto de um modelo de empresa tradicional. É projetada para levá-lo ao topo, não é bem-sucedida, a não ser que alce os funcionários ao topo.


Outros pontos dignos de nota

O que segue são pontos dignos de menção


1.       Aumento de isenção de impostos. Ao estabelecer uma empresa de marketing de rede durante seu tempo livre e, ao mesmo tempo, manter seu emprego regular, você começará a gozar dos benefícios tributários reservados aos ricos. O proprietário de uma empresa que opera em meio período pode gozar de uma redução de impostos maior que aquela concedida a empregados. Por exemplo, você talvez possa deduzir despesas com veículos, combustível, algumas refeições  lazer. Obviamente, será preciso verificar, com um contador, os regulamentos pertinentes à sua situação.


2.       Procure conviver com pessoas que tenham um mode pensar semelhante ao seu. Uma das vantegem que tive foi que meus amigos também queria estar no quadrante D. Quando iniciei minha carreira, a maioria de meus amigos do quadrante E achava que eu estava ficando meluco.  Não conseguiam enterder  por que eu não queria um emprego estável ou um cheque de pagamento regular. Porrtanto, parte importante de se tornar um D é rodear-se de pessoas que sejam Ds queiram que você se torne um D.


3.       Dê tempo a si mesmo. Ser bem-sucedido em qualquer dos quadrantes exige tempo. Da mesma forma que é preciso tempo para alcançar o topo da escada corporativa como E ou se tornar um médico conceitudo ou um advogado do quandrante A, é preciso tempo e dedicação para ser bem-sucedido no quadrante D.  Foram preciso anos para que eu estabelecesse uma empresa bem-sucedida no quadrante D.


4.       As empresas de marketing de rede são pacientes.  Um dos atrativos das empresas de marketing de rede é que elas investem nas pessoas, mesmo que estas não sejam bem-sucedidas.                                                                               No mundo corporativo, se o indivíduo não for bem-sucedido dentro de um perído de seis meses ou um ano, em geral é demitido. No mundo do marketing de rede, desde que o indivíduo esteja disposto a despender tempo, a maioria das empresas investirá em seu desenvolvimento, afinal, elas querem que ele chegue ao topo.


5.       Alavanque os sistemas implementados. Esses sistemas já foram testados e comprovados, portanto, você poderá fazer uso deles eem vez de tentar construir sistemas internos do zero.


Conclusão

Após ampliar meus conhecimentos, consegui finalmente engergar os benefícios exclusivos que o setor de marketing de rede proporciona às pessoas que desejam mais da vida. Em geral, é muito menos dispendioso começar em uma empresa de marketing de rede do que abrir um negócio próprio.


A Resposta de Donald J. Trump

O marketing é uma poderosa ferramenta, e o marketing de rede pode maximizar esse poder, desde que você tenha automotivação. Em uma imagem virtual simples, observe um produto e, a seguir, remova a publicidade. Você está encarregado do marketing e da publicidade.

É uma tarefa difícil, mas pode ser realizada se você tiver entusiasmo suficiente para desempenhá-la sozinho e conseguir manter o ímpeto e um alto nível de motivação. Exige espírito empreendedor, e isso significa foco e perseverança. Não recomendo o marketing de rede para pessoas carentes de automotivação.

Outro importante aspecto do marketing de rede é que ele é inerente à sociabilidade, portanto, se você não for uma pessoa sociável e de fácil convívio, seria aconselhável pensar duas vezes antes de entrar nessa área. A sociabilidade é um pré-requisito.

Da mesma forma que na publicidade, não faz sentido instituir uma campanha publicitária excepcional se o produto não for igualmente excepcional. E não esqueça de que se você decidir ser distribuidor, deve atender para os dispositivos do código do consumidor que eventualmente se aplicariam, em especial às reclamações recebidas sobre o produto. Mas, acima de tudo, certifique-se de que o produto compensa seus esforços e dedicação, caso contrário, você poderá ester dando murros em ponta de faca.
Robert menciona a importância de ultrapassar a zona de conforto quando se trata de marketing de rede. E menciona também que você deve dar tempo suficiente a si mesmo. Há importantes pontos a considerar. 

Com certeza você concorda que a liderança é essencial  ao êxito. Definitivamente, é preciso ter uma atitude de comando e de autoconfiança.

Como em qualquer empreendimento, procure saber tudo que for possível sobre o que pretende fazer antes de começar. Está comprovado que o marketing de rede é uma fonte de receita viável e gratificante, e os desafios talvez combinem perfeitamente com sua personalidade. Existem alguns exemplos notáveis de êxitos, e esses êxitos foram conquistados por meio de dedicação, entusiasmo e do produto certo combinado ao momento oportuno. Da mesma forma que ocorre com muitas questões já discutidas, existem fatores tangïveis e intangíveis envolvidos, mas o êxito não é um mistério total, e isso também se aplica ao marketing de rede.

A maioria das pessoas já ouviu falar em grupos de foco, ferramenta que as agências de publicidade usam ao tetar um novo produto. Elas visitam diferentes locais todos os dias e perguntam às pessoas do que elas gostam ou não gostam em um novo produto. O processo funciona melhor quando você consegue manter sob controle o conceito de grupo de foco ao tomar uma decisão sobre determinado produto. O fato de você gostar do produto não signífica que todos gostarão dele.  Descobrir um denominador comum no apelo do produto é fator importante.

O resumo de meus conselhos sobre marketing de rede é: faça uma pesquisa e incorpore ao produto tudo que obteve por meio dela. O entusiasmo genuíno é praticamente imbatível e, com ele, as probabilidades estarão a seu favor.  

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Porque Robert Kiyosaki recomenda MMN

"Quando recomendo marketing de rede
 para as pessoas, é por uma razão bem simples:
 você ganha uma habilidade de vida. 
Ela se chama "superar seu medo de rejeição"
- superando o medo do cliente de ser vendido e romper através disso. -- Robert Kiyosaki

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Comentários sobre o novo Livro do Robert Kiyosaki

O Negócio do Século XXI - The Business of the 21st Century

domingo, 29 de novembro de 2009

Robert Kiyosaki fala sobre MMN

MLM: Visão
Entrevista concedida à revista americana Network Marketing Lifestyles
por NM Lifestyles

"MLMers são ótimos em fazer muito dinheiro. O problema é que ninguém ensinou-os como mantê-lo".

Como um banho de água fria, as palavras de Robert Kiyosaki espalham nossa névoa mental e atingem diretamente o ponto fundamental.

"Você pode ter muito dinheiro e ainda pensar como uma pessoa pobre. Se você pensa assim, não importa quanto dinheiro você ganhe, você gastará todo ele e terminará pobre."


O autor do Best Seller Pai Rico Pai Pobre e a sua sequência, Cashflow Quadrant, em suas próprias palavras, é "um indivíduo perturbador" um homem que não mede palavras. Não é que seus conselhos sejam diferentes de outros consultores financeiros: observe seu negócio de perto, proteja seu capital, e construa suas fundações com investimentos inteligentes. É a forma como ele diz isso.

O rico e o pobre, diz Kiyosaki, tem categoricamente valores financeiros diferentes, que eles passam para seus filhos. Os pobres e os classes média ensinam com uma visão baseada na era industrial, não na era da informação.

Mude sua Estratégia. Distribuidores que operam com Marketing Multinível (MLMers), avisa Kiyosaki, precisam aprender a pensar como ricos, ou acabarão pobres.

Ele originalmente rejeitou o MLM em um primeiro contato há alguns anos atrás, mas deu uma olhada de perto enquanto procurava formas de ensinar a outros como construir "Sistemas de Negócios".

Hoje, ele é um ardente defensor do MLM, tanto pela oportunidade de construir reservas de dinheiro, como pelas vantagens que existem de se ter um negócio próprio.

Seu jogo, Cashflow, se tornou um fenômeno entre os MLMers que reúnem amigos, downlines, amigos e familiares para jogar a noite e acabam tendo insights sobre suas próprias atitudes em relação a prosperidade.

Kiyosaki também é extremamente crítico, não em relação ao MLM em si, mas o que nós falhamos em fazer com ele.

Até que nós tenhamos responsabilidade e nos tornemos "Financeiramente alfabetizados", diz Kiyosaki, nós podemos ter um rendimento alto, mas continuamos falhando em atingir a liberdade financeira.

Colocando todos os livros de pensamentos positivos e motivação de lado por um momento, Robert Kiyosaki é o melhor autor que você poderia ler sobre o assunto Independência Econômica e Alfabetização Financeira.

A Revista americana Network Marketing Lifestyles (NML) falou com ele sobre seus livros, sua filosofia e sua visão sobre o MLM.

NML: Qual é a melhor estratégia para construir prosperidade em nossos tempos?
RK: É hora das pessoas se ocuparem com seus próprios negócios. Um emprego significa que você está sendo pago para se ocupar com o negócio dos outros. Nessa nova economia, você tem que se ocupar com seu próprio negócio. A idéia de que você pode ir à escola, tirar boas notas, encontrar um emprego seguro e ter o governo e sua companhia cuidando de você é fundamentalmente da era industrial. Era um bom programa, desde que você tivesse nascido em 1930.

NML: Por que não funciona mais?
RK: Porque nós estamos na era da informação agora. As regras mudaram. Grandes companhias agora estão dizendo: "Nós não vamos mais pagar sua aposentadoria. Você tem que pagar". Elas tinham planos de pensão definidos; agora elas oferecem aos seus funcionários seus próprios planos de aposentadoria privada. A triste verdade é que a maioria desses planos são infundados. Pois as pessoas não estão colocando dinheiro suficiente neles, porque não têm fluxo de caixa para fazê-lo. Eu comecei a falar sobre isso na década de 70. Além disso, nosso sistema escolar ainda está na era industrial, dizendo às pessoas que suas salvações estão basicamente em um emprego. Isso é loucura!As pessoas têm que parar de trabalhar por dinheiro e começar a fazer o dinheiro trabalhar por elas. Eu vejo o MLM como um dos veículos primários por onde pessoas podem canalizar seus esforços e pensamentos. Ser um MLMer é realmente ocupar-se com seu próprio negócio.

NML: Inicialmente você foi um pouco crítico ao MLM. O que o fez mudar de idéia?
RK: No início dos anos 70, as pessoas se aproximavam de mim e diziam, "Cara, eu tenho uma excelente oportunidade para você." As apresentações eram terríveis, ninguém realmente esclarecia para mim a natureza da indústria. Eu pensei. Que estúpido. Eu não preciso disso. Eu não percebi que se tratava de um Sistema de Negócios. Eu estava aprendendo como construir um sistema de negócios eu mesmo naquela época. Eu fiz uma valise para surfistas com Nylon e Velcro e expandi pelo mundo. Mas a realidade é que a maioria das pessoas não irá construir seus próprios sistemas de negócios. A maioria das pessoas que saem do emprego e que montam negócios, não estão criando sistemas de negócios que dá alguma possibilidade de liberdade. Eles estão simplesmente comprando um emprego para eles. O MLM, como verifiquei mais tarde, dá as pessoas um sistema de negócios existente, mas com o poder de fazer algo mais.

NML: Quando você descobriu isso?
RK: Isso levou cerca de 10 anos. Eu vi uma apresentação de MLM e a ficha caiu. O que eu vi foi esse sistema de negócios inacreditável e brilhante que foi desenvolvido para levantar as pessoas ao invés de mantê-las para baixo. Quando as pessoas dizem que o MLM é uma pirâmide, elas não entendem o que estão falando. Estruturalmente todos os negócios bem sucedidos são pirâmides. Aqui está a diferença: Grandes corporações como a GM, IBM e Microsoft não foram desenvolvidas para levantar você; elas só foram desenvolvidas para manter as pessoas do topo da pirâmide ricas. Fazer o rico ficar mais rico. As empresas tradicionais são as verdadeiras pirâmides. Quando eu comecei a avaliar o sistema de negócios de uma empresa de MLM, eu vi que a pirâmide está ao contrário. A meta de uma empresa de MLM não é mantê-lo no seu lugar, como um gerente ou uma secretária. O sucesso de uma empresa de MLM depende de movimentá-lo rumo ao topo. Foi aí que eu descobri que uma empresa de MLM honesta, sólida é uma corporação da era da informação. É um negócio desenvolvido para estimular o crescimento das pessoas e fazê-las livres. Mas fica ainda melhor. A tecnologia das informações chega à indústria e fazem o negócio ficar ainda mais fácil. Agora, as pessoas não precisam passar pelas mesmas atribulações que passei ao construir meu negócio com a valise de Nylon. A maioria dos meus amigos que construiu um negócio, disse que se tivesse que fazer tudo de novo, faria através do MLM. Como em uma franquia, você pode se integrar de forma bastante fácil; é uma oportunidade para pessoas se ocuparem com seus próprios negócios sem ter que passar por uma longa curva de aprendizado.

NML: Você diria que o MLM é um Sistema de Negócios que permite a você ter a sua aposentadoria em suas próprias mãos?
RK: Em um sentido, sim. Mas eu realmente encorajo as pessoas a repensar o conceito inteiro de aposentadoria. Como empregados, a maioria das pessoas aceita que seus rendimentos irão declinar quando eles se aposentarem. Eles ficam desesperados para conseguir benéficos adjacentes porque eles não sabem como criar um sistema de negócios que gere renda residual após eles pararem de trabalhar. Então eles se preparam para viver com menor renda como aposentados. Eles estão planejando ser pobres no futuro. Eu não tenho um plano de aposentadoria. E a maioria dos meus amigos também não. Eu tenho investimentos, propriedades e negócios corporativos e o dinheiro que eles fornecem. Quer eu trabalhe ou não, eles vão me cobrir para sempre. Eu "me aposentei" há muito tempo atrás.

NML: Então, a solução seria o que chamamos de renda residual?
RK: Na verdade, em termos estritos, o que os MLMers tem é uma renda residual ganha. Nós precisamos ir um passo além disso. A razão pela qual eu acredito em MLM é que ele permite que as pessoas possam ganhar grandes quantidades de dinheiro e depois investir - puro e simples. É muito difícil investir se você é um empregado e só ganha R$ 150.000 por ano. Primeiro, o governo pega 27,5% disso. Como você pode ir à frente dessa forma? A única forma é trabalhar mais duro, aí a pressão é comprar uma nova casa e continuar com dívidas. Isso é insano! O MLM permite a você construir um negócio e se tornar um investidor sofisticado. Quando você deixa de ser um empregado e começa a montar o seu próprio negócio de MLM, você começa a se beneficiar das taxas diferenciadas. Você deixa de viver com um pobre ou classe média e começa a viver como os prósperos vivem.

NML: Qual é a melhor forma de fazer isso?
RK: Crie sua própria corporação para que possa se beneficiar das taxas dos ricos. Os empregados trabalham e tem as taxas deduzidas de seu rendimento bruto e aí pagam suas contas e depois tentam investir o que foi deixado para trás o que geralmente é nada. Os ricos trabalham pelas suas próprias corporações, gastam como loucos em benefício de suas empresas e se beneficiam dela pessoalmente e aí as taxas são deduzidas do que restou.

NML: Eles gastam como doidos em itens supérfluos?
RK: Não, e essa é a chave. Os pobres e classe média são ansiosos para comprar itens supérfluos que drenam o dinheiro; os ricos são ansiosos para investir em itens que geram mais receita. Os ricos entendem que se você não investir o seu dinheiro antes das taxas para comprar mais investimentos, o governo irá tirar o dinheiro de você. Esses investimentos, por sua vez, geram mais fluxo de caixa.

NML: Como um investimento, qual a diferença entre um barco e uma ação valendo a mesma quantia em dinheiro?
RK: Essa talvez seja a lição mais importante que posso passar: Um investimento ou ativo é algo que coloca dinheiro em seu bolso. Uma ação ou uma casa alugada é um ativo. Seu barco não é! Um barco custa dinheiro para manter. Sua casa pode ter um valor de venda em dinheiro, mas isso não significa nada para você. No final do mês, essa casa colocou dinheiro em seu bolso? Obviamente é um dreno de caixa.

NML: Como você evita perder tanto em impostos?
RK: Forme uma corporação que irá conter seus ativos, isso irá permitir que o dinheiro seja canalizado para mais investimentos. Você lembra de que eu disse que o que você ganha com o MLM é renda residual. Aqui está o próximo passo: uma vez que esse rendimento se torne grande o suficiente, ele te proporcionará uma renda passiva que você nunca mais terá de trabalhar para ganhar. Essa é a verdadeira liberdade financeira que os MLMers procuram.

NML: O que você precisa para atingir isso?
RK: Para construir um sistema de negócios, você deve ser três coisas: Marketeiro, Contador e Advogado. A maioria das pessoas não está treinada para fazer tudo isso e contratam profissionais para fazer o que você não pode. Contrate pessoas competentes, eles irão economizar mais dinheiro do que custarão para você. Foi por isso que eu criei o jogo CashFlow. Ele ensina as pessoas a converterem renda ganha, incluindo o que você chama de residual, em renda passiva o mais rápido possível. MLMers amam esse jogo! Quando eu falo com eles, a maioria é rápida em descobrir que não tão alfabetizados financeiramente quanto deveriam ser. Eu já vi muitas pessoas que fizeram fortuna em MLM, somente para acabar quebrados poucos meses depois. Eles gastam tudo que tem, após os impostos, em aumentar o seu estilo de vida e não em coisas que aumentem o fluxo de caixa. Coisas como carros e casas, o que é claro, consome dinheiro. Pior de tudo, eles compram itens de consumo com cartão de crédito, aí você está perdendo de 20 a 25% de seu dinheiro pós- impostos, em vez de ganhar de 15 a 30% em investimentos pré-impostos. É aqui, acho eu, que eu tenho um papel fundamental para os MLMers. O MLM ensina como você fazer dinheiro. Mas você tem que aprender a manter o seu dinheiro. Manter o seu dinheiro é manter o foco em seu negócio, continuar trabalhando em seu negócio e fazendo seu rendimento residual crescer. Se você quer ser rico, você deve converter esse rendimento residual em renda passiva que é o rendimento de imóveis, ações, etc. É isso que eu digo aos MLMers.

NML: E eles são receptivos?
RK: Leva tempo. Essas coisas não são ensinadas na escola. A maioria dos MLMers ainda pensam como empregados ou pessoas auto-empresariadas, pessoas que não tiram vantagens dos impostos. Se Você quer ficar Rico, você precisa saber mais do que, simplesmente construir o seu negócio. Tudo isso é coberto em meus livros Pai Rico, Pai Pobre e CashFlow Quadrant. Aqui está o ponto principal: Se você é um MLMer e você está ganhando muito dinheiro com o negócio, você precisa criar uma corporação ao redor de seu negócio. A corporação cobre todos os gastos do seu negócio; e você continua adquirindo ativos, investimentos que tragam rendimentos passivos e residuais para essa corporação.

NML: Por que leva tempo para aprender a operar diferentemente?
RK: A maioria das pessoas foi treinada para pensar como trabalhadores medievais, trabalham muito, pagam uma grande quantidade de dinheiro para o lorde (o governo) e vivem com o resto. No mundo que fala inglês, as coisas são bem diferentes para os ricos desde a carta magna de 1215. Foi quando os barões forçaram o rei John a fazer concessões a eles, protegendo-os dos impostos. Desde aquela época, as pessoas ricas têm escrito as regras - e pensado como barões. Se você está empregado, não importa quão alto seja seu pagamento, você está trabalhando pelas leis dos pobres. Se você é auto-empresariado, suas regras são dos pobres bem educados. Jogue com as regras dos ricos que contratam advogados e contadores inteligentes.

NML: O que é um advogado inteligente?
RK: Existem contadores que jogam com as regras dos pobres e contadores que jogam com as regras dos ricos. Você precisa saber a diferença. Pessoas pobres têm conselhos ruins. Pessoas ricas têm conselhos ricos. Ricos e pobres pensam de maneiras diferentes. As pessoas dizem, "você tem que ter dinheiro para fazer dinheiro". Esse é o maior bloqueio mental que já ouvi: é idiotice! O que é necessário para se fazer dinheiro, como eu explico em Pai Rico, Pai Pobre, não é dinheiro, mas alfabetização financeira. As pessoas querem fazer, não querem ser. Esse é o problema. Primeiro você tem que ser uma pessoa rica. Planeje ser rico. Torne-se alfabetizado financeiramente. E antes de pedir conselhos financeiros a alguém, descubra se ele planeja ser pobre ou rico. Se ele planeja que seu rendimento diminua quando ele se aposentar, não perca seu tempo com ele. Você sabe o que isso me diz para julgar uma empresa de MLM?

NML: Isso deve ser bom.
RK: Olho para os Presidentes e Uplines. Eu tento descobrir que conjunto de regras eles jogam e esperam que seus distribuidores joguem.

NML: Algum outro conselho para nossos leitores?
RK: Fique rico primeiro. Fique tão rico que você poderá contratar os melhores contadores e advogados. O problema da maioria dos pequenos negócios é que eles não podem contratar advogados e contadores de nível. Proprietários de pequenos negócios contratam pessoas que trabalham em tempo parcial. Se você não é seu único cliente, eles não podem prestar muita atenção no seu negócio. Grandes negócios contratam os melhores contadores e advogados no seu staff. Além disso, eu diria, faça o que o presidente ou upline diz para você fazer. Se você quer ficar rico, siga conselhos de rico. Esse é o segredo. Você não pode fazer sozinho. Eu odeio ser tão incisivo. Mas essa é a verdade.


Copiado do site www.chance.com.br

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Frases selecionadas de Robert Kiyosaki

- O tamanho do seu sucesso é medido pela força do seu desejo, o tamanho do
seu sonho e como você lida com a decepção ao longo do caminho.
- A única diferença entre uma pessoa rica e uma pessoa pobre é como eles usam
o seu tempo.
- Seu futuro é criado pelo que você faz hoje, não amanhã.
- A razão primária para pessoas procurarem a segurança num emprego é por que
lhes é ensinado isso em casa e na escola...depois com a carga das dívidas, eles
precisam se agarrar ainda mais aos seus empregos, ou segurança profissional,
apenas para pagar suas dívidas.
- Nós vamos a escola para aprender a trabalhar duro por dinheiro. Eu escrevo
livros e crio produtos que ensinam pessoas como fazer o dinheiro trabalhar duro
para eles.
- Não é quanto o que você ganha que conta, mas quanto dinheiro que você
mantém.
Educação é a fundação do sucesso. Assim como a escolaridade é importância
vital, igualmente importantes são os conhecimentos financeiros e de
comunicação.
- Uma das razões por quê o rico fica mais rico, o pobre mais pobre e a classe
média luta em dívidas é por que o assunto dinheiro foi ensinado em casa, não na
escola.
- O rico não trabalha por dinheiro. O pobre e a classe média trabalham por
dinheiro. O rico tem o dinheiro trabalhando para ele.
- O rico compra ativos (coisas que colocam dinheiro no seu bolso). O pobre só
tem despesas. A classe média compra passivos (coisas que tiram dinheiro do seu
bolso) pensando que estão comprando ativos.
- Segurança no emprego é um mito ... e
também arriscado para pessoas autônomas na minha opinião. Se elas ficam doentes,
acidentadas, ou morrem, suas receitas são diretamente afetadas.
- O emprego é realmente uma solução de curto prazo para um problema de longo
prazo.
- Meu pai rico me ensinou a focar na receita passiva e a gastar meu tempo
adquirindo ativos que fornecessem receita residual de longo prazo ... receita
passiva de ganhos de capital, dividendos, de negócios, aluguéis de imóveis e
direitos autorais.
- Considero o marketing de rede um negócio perfeito