As únicas coisas que ficam entre uma pessoa e o que ela deseja na vida é seu DESEJO DE TENTAR e a fé em ACREDITAR QUE SEJA POSSÍVEL. -- Rich Devos

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Faça A Diferença

Um dia, uma professora pediu aos seus alunos que fizessem uma lista dos nomes dos outros estudantes numa folha de papel, deixando algum espaço debaixo de cada nome.

Depois pediu-lhes que pensassem na coisa mais bonita que poderiam dizer a todos os colegas e escrevessem-na.

A professora utilizou o resto da aula para terminar o trabalho, mas na saída todos os estudantes entregaram as folhas.

Naquele sábado a professora escreveu o nome de cada aluno numa folha separada, e acrescentou à lista tudo que os outros tinham dito sobre cada um.

Na segunda-feira seguinte deu a cada estudante a lista com seus nomes. Logo após, a classe inteira estava sorrindo.

 "Verdade?" cochichavam. "Eu não sabia que era tão importante para alguém! E não pensei que eu agradasse tanto aos outros“. Eram as frases mais pronunciadas.

Ninguém falou mais daquelas folhas na classe e a professora não soube se os meninos tinham discutido esta lição com os pais, mas não tinha importância: o exercício tinha alcançado o seu objetivo.

Os estudantes estavam contentes com eles mesmos, e tornaram-se cada vez mais unidos.

Muitos anos depois, um dos estudantes foi morto na guerra e a sua professora participou do funeral.

 Nunca tinha visto um soldado no caixão antes daquele momento: parecia tão bonito e tão maduro...

A Igreja estava cheia de amigos do soldado. Todos os amigos  que o amaram aproximaram-se do caixão, e a professora foi a última a despedir-se do cadáver.

Um dos soldados presentes perguntou-lhe "A senhora era a professora de matemática do Mário"? Ela acenou com a cabeça, depois que ele contou que o "Mário falava muito dela".

Depois do funeral, muitos dos ex-colegas da classe de Mário foram juntos refrescar a cabeça. Os pais do Mário estavam lá, esperando obviamente para falar com a sua professora. "Queremos mostrar-lhe uma coisa", disse o pai, tirando uma carteira do bolso. "Acharam-na no camuflado do Mário quando foi morto. Nós pensamos que poderá reconhecer isto".

Abrindo a carteira, tirou com atenção dois pedaços de papel que tinham sido obviamente dobrados, abertos e reabertos muitas vezes.

A professora soube ainda antes de olhar que aquelas folhas de papel eram aquelas nos quais os colegas de classe do Mário tinham escrito todos os elogios.

"Muito Obrigado por ter feito isso", disse a mãe de Mário. "Como pode ver, o Mário preservou-o como um tesouro". Todos os ex-colegas começaram a aproximar-se.  Carlos sorriu timidamente e disse "eu ainda tenho a minha lista. E na primeira gaveta de minha escrivaninha em casa".

A esposa do Jorge disse que o marido tinha-lhe pedido que pusesse no álbum do seu casamento e Marília acrescentou que o seu foi preservado no seu diário. Victória, outra companheira, abriu a agenda e tirou a sua lista um pouco estragada, mostrando-a ao grupo. Trago–a sempre comigo e penso que todos nós a temos guardada".

Naquele momento a professora sentou-se e chorou. Chorou por Mário e por todos os seus amigos que não o veriam mais.

Há tantas pessoas no mundo que por vezes esquecemo-nos que a vida um dia acabará, e não sabemos quando isso acontecerá. Fale para as pessoas que ama, que são especiais e importantes para si. Diga isso antes que seja tarde.

Texto de autor desconhecido. Recebido do amigo Leonardo Lopes Costa e traduzido do italiano por Salvador Inguaggioto

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